Sai Barrichello, entra Senna

Ano novo, escuderia nova. Esse deve ser o lema de Bruno Senna no ano de 2012. O piloto brasileiro, sobrinho de Ayrton Senna, após correr as últimas oito provas da temporada 2011 da Formula 1 na Lotus-Renault ao lado de Vitaly Petrov, é o mais novo contratado da Williams, coincidentemente a última equipe em que o tio tricampeão correu. A informação foi oficializada nesta terça-feira, 17 de janeiro, e já se encontra no site da Williams.

Sai um...

Bruno substitui Rubens Barrichello, veterano da categoria, que pela primeira vez em 19 anos, começa o ano sem saber em que escuderia vai correr. Já o mais novo piloto da equipe inglesa terá como companheiro o venezuelano Pastor Maldonado, que estava na Williams em 2011.

Entra outro

Com informações da globoesporte.com e Folha de São Paulo.

Momento de suspensão

Deu para notar que não posto no Pit-Stop há um tempão, não é?

Pois bem, não pretendo me alongar muito nas explicações, mas basta dizer que a temporada deste ano me desanimou um pouco para postar as crônicas sobre as corridas. Parabéns ao Sebastian Vettel pelo bicampeonato e à Red Bull pela supremacia, mas tudo é mais divertido quando ocorre uma disputa, tensão até os últimos instantes e indecisão sobre quem pode ser o campeão.

Okay, mas jornalista que se preze tem que escrever, faça chuva faça sol. Sei disso também. Por isso decidi que ano que vem, o blog ficará mais organizado e menos à mercê da minha empolgação com o Mundial de F1. Talvez algumas coisas sejam tiradas (como o palpitômetro) ou adicionadas, vá saber. Vou pensar em algo divertido e bombar esse blog em 2012.

Sem mais desculpas esfarrapadas,

um beijo,

 m.

A praia é linda

A melhor coisa que posso dizer do GP da Europa da Formula 1, realizado em Valencia (ESP) neste domingo, é basicamente a frase que dá titulo ao post. Quem esperava uma corrida emocionante e cheia de reviravoltas, como havia acontecido em Montreal, enganou-se. Após um primeiro terço de corrida até divertido, com boa largada de Felipe Massa (Ferrari) e uma ultrapassagem sensacional de Fernando Alonso (ESP) em Mark Webber (AUS), o grande prêmio perdeu fôlego e tornou-se uma procissão, com carros uns atrás dos outros, com grandes distâncias separando-os e nenhuma batida, sequer abandono.

Sergio Pérez: uma batida em Mônaco, guardando energias em Montreal, e com um solitário pit em Valencia.

 Pneus

Os palpites de que os jogos de pneus utilizados em Valencia seriam problemáticos e importantes para o desfecho da corrida revelaram-se infundados. A absoluta maioria dos pilotos escolheu o jogo macio e, após rápido desgaste, eram trocados por novos jogos que, nas primeiras voltas, faziam com o que o piloto completasse quatro voltas em altíssima velocidade (caso de Lewis Hamilton – ING, McLaren –  quarto colocado na prova, e que não aprontou nada na pista). Porém, depois da empolgação , o bólido voltava à constância inicial.

O pneu problemático (médio) foi usado pelas equipes, em sua maioria, no último stint da prova. Apenas três  pilotos começaram o GP com esse jogo: Pastor Maldonado (COL, Williams), Vitaly Petrov (RUS, Lotus-Renault) e Sergio Perez (MEX, Sauber) – aliás, este último mostrou-se extremamente eficiente com a manutenção de pneus imprevisíveis, já que fez apenas um pit stop, na distante vigésima sexta volta e assim ficou até terminar os 57 laps da corrida.

O espanhol Fernando Alonso leva a Ferrari nas costas nesta temporada 2011, chegando a brigar de igual a igual com as poderosas Red Bulls durante as corridas.

 Pilotos

 Na prova, Sebastian Vettel (ALE) não teve muitas dificuldades nem grandes ameaças. Para falar a verdade, não houve nada que o complicasse na pista. Trabalho dos boxes perfeito, pilotagem segura, liderança de ponta a ponta, mais uma vitória e uma marca: é o terceiro piloto mais vitorioso da categoria, dentre aqueles que ainda correm, superando Hamilton e atrás apenas de Alonso e Schumacher.  Ainda espero uma prova em que o alemãozinho voador saia lá atrás e dispute posição com a galera do fundão. Ainda sonho.

Fernando Alonso foi um dos destaques da corrida, com a ultrapassagem sobre o companheiro de Vettel na Red Bull, além da pilotagem consistente e um bom trabalho de equipe no último pit stop, que possibilitou uma nova troca de posições em relação a Mark Webber e o colocou na segunda colocação em Valencia, diante da torcida ferrarista e dos compatriotas espanhois.

Felipe Massa até começou bem: a largada arrojada, em que passou o espanhol e Lewis Hamilton, e até tentaria passar Webber, mas o australiano fechou a porta e o brasileiro acabou perdendo a posição para o companheiro de Ferrari. Logo depois, até parecia que o piloto disputaria posição com o campeão mundial de 2008, mas após a primeira parada, em que perdeu a quarta colocação para o inglês, passou a fazer uma perfomance apagada e aquém do ímpeto das primeiras voltas.

Rubens Barrichello foi apenas uma linha na corrida. Terminou em 12º, atrás do “homem de uma parada só”, Sergio Perez.

A próxima parada do circo da Formula 1 é em Silverstone, pelo GP da Inglaterra. Até lá.

Classificação final:

1. Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault)
2. Fernando Alonso (ESP/Ferrari)
3. Mark Webber (AUS/RBR-Renault)
4. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)
5. Felipe Massa (BRA/Ferrari) 
6. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes)
7. Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
8. Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari)
9. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes)
10. Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus)
11. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari)
12. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth)
13. Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari)
14. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes)
15. Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus)
16. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari)
17. Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
18. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth)
19. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault)
20. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault)
21. Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth)
22. Jerome D’Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth)
23. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth)

E não é que a temporada está ótima?

Começo este post sem ter uma base específica. Poderia dizer que após duas corridas surpreendentemente boas – em pistas que não permitiam essa expectativa (principalmente Barcelona) – chegamos a Mônaco com um dos GPs mais legais, tensos, emocionantes, eletrizantes e quentes do ano, coroando a temporada 2011 como uma das mais disputadas dentro da pista, mesmo com o resultado sendo (quase) sempre igual: Sebastian Vettel vencedor, líder e cada vez mais consolidado como um dos grandes pilotos da F1 atual.

Neste domingo, segurando Fernando Alonso (Ferrari), que tinha Jenson Button (McLaren) serpenteando a disputa, o alemão da Red Bull, com os pneus macios da primeira parada, na volta 16, manteve a primeira posição com bravura, bom braço e excelente carro – isso a quase vinte voltas do final. Ou seja, o atual campeão mundial estava a mais de 40 laps sobrevivendo a uma parada só.

Mas a prova em Monte Carlo não teve apenas a indecisão sobre o vencedor da corrida, com a disputa entre os Top 3 tanto na estratégia de pneus quanto na pista. O domingo foi bem divertido, com alguns acontecimentos que merecem destaque.

Depois de uma corrida difícil e sob pressão de Alonso e Button, Vettel tem muito o que comemorar.

 Lewis Hamilton impossível

O piloto inglês da McLaren largara em nono e logo fora ultrapassado por Michael Schumacher (que estava na quarta posição e não fizera uma boa largada). Porém, o campeão de 2008 não se deixou abalar e perseguiu o alemão até ter a oportunidade de passá-lo quando ele abriu a guarda. O piloto da Mercedes até tentou defender a posição, espalhando o carro em cima do britânico, mas Hamilton respondeu na mesma moeda e seguiu sua caçada.

Algumas voltas depois, a vítima foi Felipe Massa (Ferrari). O brasileiro segurou o ímpeto do inglês até onde pôde, mesmo com as tentativas de ultrapassagem de Hamilton serem arriscadas demais – a exemplo de uma tentativa na curva Loews que causou uma pequena colisão entre os dois carros e depois, uma punição para o piloto da McLaren. No túnel, até aconteceu a ultrapassagem, sem nenhum aroubo exagerado, porém Massa acabou saindo pela parte suja da pista e quebrou a suspensão, saindo da prova.

Após a punição, a entrada do Safety Car (Schumacher também abandonou a corrida e a sua Mercedes ficou no meio da pista) e o retorno ao funcionamento normal do grande prêmio, Hamilton procurou nova vítima: Pastor Maldonado (COL), da Williams. Mas não teve tempo de pressionar o novato – na parte final da corrida, outro SC entrou (desta vez por conta do acidente com Vitaly Petrov, da Lotus-Renault, que não conseguia sair do carro e deixou o circuito de ambulância), e a prova teve que ser interrompida. Com o recomeço do GP, Hamilton perseguiu Maldonado até conseguir passar o colombiano; não sem antes tocar o carro do piloto e logo depois, Maldonado sair da corrida. O inglês terminou a prova em sexto lugar (até o momento, porque ele era investigado por conta do incidente).

Lewis Hamilton estava num dia mais "Nigel Mansell" do que "Ayrton Senna".

O jogo de xadrez chamado pit-stop

O número de paradas quase decidiu o destino de Sebastian Vettel na corrida. No primeiro stint, os Top 3 já citados pararam quase que de forma seguida: Jenson Button primeiro, pôs pneus super macios, o que denotava a estratégia de 3 pits para o inglês. O alemão da Red Bull – que quase se encrencou no GP, pois a equipe demorou na sua parada e na do companheiro, Mark Webber (AUS) – colocou um jogo de macios; enquanto Fernando Alonso também pôs macios.

Por conta do erro no pit, Vettel perdeu a primeira posição e viu o inglês aumentar a diferença entre eles com voltas rápidas. Porém, os pneus de Button começaram a desgastar, e a vantagem entre ele e a RBR começou a diminuir. Logo, o campeão de 2009 fez a segunda parada (colocou jogo de super macios) e perdeu a liderança para o alemão; e Alonso, espertamente, fez seu segundo pit antes da entrada do Safety Car. Vettel continuava na pista.

Mas o desgaste dos pneus da escuderia austríaca se faria sentir. O asturiano, com o carro mais inteiro, começou a pressionar o alemão, mostrando que poderia ganhar a liderança e a prova. Button, que havia parado pela terceira vez e estava com pneus novos, ficou em terceiro lugar, e logo se aproximou da dupla que disputava a primeira posição. Vettel se viu em posição difícil: ter que segurar o ímpeto de Alonso e ainda tinha o britânico na sobra, esperando o próximo movimento.

Para sorte do “alemãozinho voador” (sorte de bicampeão?), o segundo Safety Car e a consequente interrupção da prova possibilitaram a troca de pneus que Vettel não desejava fazer antes da parada forçada. Com um jogo novo e o carro equilibrado, bastou a Sebastian manter a distância dos rivais e correr para a vitória em Monte Carlo.

Fernando Alonso teve desempenho irrepreensível em Mônaco. A vitória só coroaria uma temporada em que o piloto é muito melhor que seu carro.

Desempenhos que valeram a pena

Kamui Kobayashi conseguiu a melhor classificação da carreira em Mônaco, com um quinto lugar importante, após uma estratégia acertada de uma parada só (como sempre a Sauber ousando nos pits). O único representante da escuderia na prova (Sergio Perez sofreu um acidente no treino de sábado e não pôde correr) participou de ultrapassagens e foi destaque com seu arrojo habitual.

Rubens Barrichello chegou em nono e conseguiu os primeiros pontos da Williams na temporada 2011. Vale ressaltar a disputa de posição com Michael Schumacher no início do GP, em que o brasileiro conseguiu passar o heptacampeão no final da reta principal (a reta de chegada) e o alemão novamente tenta imprensar o ex-companheiro, mas Barrichello segurou bem e seguiu em frente na prova.

Koba-Mito mostrou arrojo, competência e mais uma vez, estratégia nada usual na corrida. O japonês é bom demais.

Não valeu a pena

Felipe Massa, apesar de defender a sua posição na disputa com Lewis “Mad” Hamilton na pista de forma que os telespectadores poderiam esperar um grande trabalho do brasileiro em Mônaco, acabou abandonando a prova. Mas ao menos ele conseguiu protagonizar outro bom momento nas ruas de Monte Carlo: a ultrapassagem sobre Nico Rosberg (ALE, Mercedes) na primeira parte da corrida, após uma perseguição ostensiva que durou várias voltas. Porém, não foi suficiente para perceber alguma grande evolução em sua pilotagem – ou alguma gana, de fato, de correr em alto nível e ganhar.

Melancólica corrida de Felipe Massa, apesar das esperanças iniciais. Como entender a queda de rendimento tão flagrante de um piloto que parecia ser o sopro da renovação brasileira na Formula 1? A mola? O incidente em Hockenhein?

A próxima parada do circo da Formula 1 é em Montreal, no Canadá, daqui a duas semanas, 12 de junho. Se Mônaco, que nunca foi uma corrida de fortíssimas emoções, teve conversa e polêmica para uma semana inteira, imagine na terra do Gilles Villeneuve, onde em 2010 tivemos uma das melhores provas do ano?

1 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault)
2 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari)
3 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes)
4 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault)
5 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari)
6 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)
7 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes)
8 – Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus)
9 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth)
10 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari)
11 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
12 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes)
13 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault)
14 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault)
15 – Jerome D’Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth)
16 – Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth)
17 – Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth)
18 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) – a 5 voltas/acidente

Abandonos:
Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus)
Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari)
Felipe Massa (BRA/Ferrari)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth)

Não largou:
Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) – acidente no treino classificatório

 

 

Corrida do ano (?)

A interrogação acima é apenas para que eu não me torne uma aspirante a Mãe Dinah. Mas, convenhamos, que será difícil ter, nesta temporada 2011 da Formula 1, uma corrida tão boa, cheia de possibilidades, ultrapassagens, tensão e puro entretenimento como houve na China, com certeza.

Quem acordou às 4h desta manhã nublada de domingo (para mim, aqui em Salvador), não perdeu nada. Para os pessimistas que tentaram adivinhar que o GP seria domínio puro e simples do alemão Sebastian Vettel, estavam redondamente enganados. Evidente que, no íntimo, eu fiquei com aquela pulga marota atrás da orelha pensando “putz, será que Vettel vai disparar na frente e o resto fica com as migalhas?”. Ainda bem que não.

O piloto da Red Bull fez péssima largada, potencializada pelo KERS da escuderia, que não é tão bom quanto o das rivais, e acabou caindo para a terceira colocação. O atual campeão mundial ficou tão preocupado com Lewis Hamilton (ING), da McLaren, que esqueceu o companheiro de equipe do inglês, Jenson Button – que tomou a liderança.

Vettel ainda teve que disputar posição com Rosberg, um dos destaques da corrida. O alemão da Mercedes foi um dos primeiros a entrar nos boxes e essa estratégia fez com que ele, algumas voltas depois, virasse o líder da corrida, com cinco segundos e meio de diferença para o segundo colocado.

Enquanto isso, as estratégias de pit-stops já começavam a se definir. Entre os principais pilotos, Massa, Vettel e Fernando Alonso (ESP, Ferrari) arriscaram duas paradas. Já Button, Hamilton, Webber (que havia largado em décimo-oitavo e fazia espetacular corrida de recuperação) e Rosberg foram mais conservadores e lançaram mão de três paradas. Essa escolha se revelaria importantíssima muitas voltas mais tarde.

Apesar da estratégia com duas paradas não ter dado certo, Felipe Massa teve um desempenho muito interessante em Xangai.

Felipe Massa, aliás, teve uma das melhores performances do dia. Passou à frente de Alonso na largada, manteve-se em condições de ganhar a corrida – chegou a ser líder momentaneamente da prova – e disputou posições com Lewis Hamilton tanto dentro da pista quanto na primeira bateria de pit-stops. Na segunda parada, entrou pouco depois de Vettel e desperdiçou a oportunidade de sair na frente do alemão e, talvez, beliscar uma colocação melhor que a sexta posição conseguida no final da prova.

A grande mudança em Xangai se estabeleceu quando os pilotos que escolheram três paradas terminaram a última bateria de pit-stops. Com jogos de pneus duros (e macios, no caso do australiano da Red Bull) em melhores condições do que os compostos dos rivais que ousaram na estratégia, foi muito mais fácil para Webber alcançar a terceira colocação na corrida, superando Rosberg e Button, e Hamilton dar mais um de seus shows na pista. Após passar o companheiro de equipe numa interessante briga e Nico Rosberg, o inglês foi atrás de Massa. Mesmo advertido pelo rádio da McLaren que era melhor deixar para ultrapassar o brasileiro quando chegasse nas voltas finais (faltavam, a essa altura, mais ou menos 12 voltas para acabar a corrida), o campeão mundial de 2008 ignorou o conselho e passou o piloto da Ferrari com facilidade.

Lewis Hamilton, da McLaren, mostrou arrojo e muita agressividade numa pilotagem à antiga.

O último alvo do inglês, Sebastian Vettel, estava a quatro segundos de distância, eliminados facilmente por Hamilton. Após algumas voltas de perseguição sem dó, usando KERS e o DRS (a famosa asa móvel, que não foi preponderante nas ultrapassagens, em sua maioria ocorridas no meio do circuito, nas curvas e poucas no retão), o piloto da McLaren passou o alemão sem defesa. Depois, foi só administrar os pneus, manter a distância e partir para a vitória na China, a primeira no ano – e quebrando um tabu, o de que no circuito asiático, cada ano havia um vencedor diferente.

Os vencedores e o banho de champanhe. Talvez Webber e Hamilton sejam os grandes vencedores do GP. Vettel pagou pela má estratégia e a péssima largada.

A Formula 1 dá uma parada de duas semanas até Istambul, na fase europeia da temporada. Novos gadgets nos carros, compostos de pneus da Pirelli cheirando a leite e a sensação de que o Mundial 2011 está apenas começando.

É, Vettel, eu estou falando de você.
Splash and go: e pensar que Lewis Hamilton talvez nem levasse o caneco belíssimo para casa… Tudo porque antes mesmo da volta de apresentação, a equipe inglesa descobriu um vazamento de combustível no carro do piloto e corria o risco dele largar dos boxes. Mas trinta segundos antes da volta de apresentação, a McLaren conseguiu sanar o problema e Hamilton pôde correr e desfilar uma performance de campeão.

Classificação final:

1 Lewis Hamilton  McLaren-Mercedes
2 Sebastian Vettel Red Bull-Renault
3 Mark Webber Red Bull-Renault
4 Jenson Button  McLaren-Mercedes
5 Nico Rosberg Mercedes GP
6 Felipe Massa Ferrari
7 Fernando Alonso  Ferrari
8 Michael Schumacher  Mercedes GP
9 Vitaly Petrov Renault
10 Kamui Kobayashi  Sauber
11 Paul Di Resta  Force India-Mercedes
12 Nick Heidfeld  Renault
13 Rubens Barrichello  Williams-Cosworth 
14 Sebastien Buemi  Toro Rosso-Ferrari 
15 Adrian Sutil  Force India-Mercedes 
16 Heikki Kovalainen  Lotus-Renault
17 Sergio Perez Sauber
18 Pastor Maldonado Williams-Cosworth  
19 Jarno Trulli  Lotus-Renault  
20 Jerome d’Ambrosio Virgin-Cosworth
21 Timo Glock  Virgin-Cosworth
22 Vitantonio Liuzzi Hispania-Cosworth 
23 Narain Karthikeyan  Hispania-Cosworth 
Abandono: Jaime Alguersuari Toro Rosso-Ferrari – o pneu do carro saiu após o primeiro pit-stop

O fator Renault

Sebastian Vettel, o “alemãozinho voador” da Red Bull, foi o grande vencedor da segunda corrida  ocorrida pela temporada 2011 da Formula 1, em Sepang, na Malásia, que começou ás 5h do horário de Brasília. Tudo bem, nenhuma novidade, já que o piloto praticamente não foi ameaçado em nenhum momento na corrida e manteve a distância dos inúmeros segundos colocados que se apresentaram durante a prova.

Mas o título deste post é “O fator Renault”. Essa frase será usada em alguns momentos durante o texto – e talvez nos próximos posts sobre a temporada. Por quê?

Eis alguns bons motivos:

http://grandepremio.ig.com.br/formula1/2011/04/10/heidfeld+celebra+primeiro+podio+em+2+anos+e+destaca+largada+em+sepang+10399854.html

A Renault é a grande surpresa desse início de temporada. E se o Kubica estivesse guiando esse carro, hein? O estrago que faria...

1- A largada: os carros pretos-e-amarelos de Nick Heidfeld (ALE) e Vitaly Petrov (RUS) pularam para a segunda e quinta colocação, respectivamente, sem se preocuparam com os adversários. Tanto que Lewis Hamilton, que ficara em terceiro com a excelente largada do alemão, não conseguia ultrapassá-lo para iniciar a caçada a Vettel, que a essas alturas, já se afastava do segundo pelotão. Heidfeld segurou o inglês com muita perícia e um carro bem equilibrado.

2- Disputas de posição: Nick Heidfeld só foi ultrapassado por Hamilton após a sessão de primeiras paradas nos boxes. Enquanto isso, Vitaly Petrov presssionava Button – logo no início da corrida, depois defendeu o quinto lugar com o brasileiro Felipe Massa (Ferrari), sendo ultrapassado, e ainda fez muita gente se lembrar de Abu Dhabi ao ficar à frente de Fernando Alonso (ESP, Ferrari) durante algumas voltas.

3- O bom desempenho da Sauber: enquanto Sergio Perez (MEX), sensação da primeira corrida na Austrália, ficou pelo caminho em Sepang com um desempenho discreto, seu companheiro Kamui Kobayashi (JAP) chegou à sétima colocação no GP com uma performance típica do nipônico: ousadia nas ultrapassagens (Schumacher, que tomou um “passão” e um “X” do rapaz, deve estar procurando o carro da Sauber até agora) e duas paradas (para efeito de comparação, Lewis Hamilton parou quatro vezes na corrida – mas dele falaremos a seguir), que o levaram a conquistar os primeiros pontos da escuderia suíça no ano (se desconsiderarmos o ocorrido na Austrália). Bem, mais uma prova do “fator Renault”.

4- O resultado final da corrida: Nick Heidfeld repetiu o feito do colega russo em Melbourne e conseguiu a terceira posição e um lugarzinho no pódio no GP da Malásia, colocando a Renault na quarta colocação no Mundial de Construtores e se mostrando como a surpresa do ano, com um carro acertadinho e dois pilotos que, se não são os mais talentosos do grid, conseguem guiar com confiança e sem medo de enfrentar as “grandes”.  “Fator Renault”, baby.

http://grandepremio.ig.com.br/formula1/2011/04/10/kobayashi+se+diz+feliz+por+estrategia+de+duas+paradas+ter+dado+certo+10399862.html

Kamui Kobayashi fez excelente corrida, com o seu estilo: muito arrojo, disputas ferrenhas e ousadia na estratégia.

Vamos aos outros destaques:

A) A corrida na Malásia pode não ter sido a melhor corrida dos últimos anos (eu, particularmente, esperava uma chuva para dar o tom de confusão e dar um trabalhinho a Vettel), mas as sucessivas trocas de pneus foram divertidas. Erros nos pit-stops (Ferrari com Massa, mais uma vez), disputas bem legais de posição – Kobayashi x Schumacher, Kobayashi (de novo!) x Webber; três carros juntinhos na reta oposta; Alonso x Hamilton (briga do ano até agora: os dois ex-companheiros de equipe fizeram A disputa, com o espanhol o tempo todo tentando passar o carro da McLaren – que estava em condição pior que a Ferrari 150° – e o bicampeão mundial resolveu ser mais rápido que o seu bólido. Resultdo: toque no inglês, quase o pneu de Hamilton fura e um pedaço do bico de Alonso sumiu na poeira Asiática, forçando-o a ir de novo ao boxe.)

B) O bom desempenho de Massa: apesar do erro no primeiro pit-stop, que fez o brasileiro perder o lugar para o companheiro de equipe, Felipe conseguiu manter um bom ritmo na prova. Disputou posições com Petrov, perdeu uma posição para Mark Webber e terminou a corrida à frente de Alonso, que com certeza estava mais preocupado com a barbeiragem na briga com Hamilton do que em se aproximar do brasileiro.

Rubens Barrichello? Ah, ele saiu da corrida. A Williams não está com um bom início de ano. Talvez as coisas mudem daqui a uma semana, em Xangai, na China, na próxima corrida da Temporada 2011 da Formula 1.

Splash and Go: mas, Marina, o que é “Fator Renault”?
Seria quando equipes de médio porte, sem fama e poder nos bastidores da F1, conseguem projetar bons carros e terem em suas escuderias pilotos bons e aguerridos. Surpreendem a todos e fazem a corrida mais feliz para os telespectadores – principalmente nessas madrugadas de domingo.

Classificação final. (com informações de bbc.co.uk)

1 Sebastian Vettel Red Bull-Renault
2 Jenson Button McLaren-Mercedes
3 Nick Heidfeld Renault
4 Mark Webber Red Bull-Renault
5 Felipe Massa Ferrari
6 Fernando Alonso Ferrari
7 Kamui Kobayashi Sauber
8 Lewis Hamilton McLaren-Mercedes
9 Michael Schumacher Mercedes GP
10 Paul Di Resta Force India-Mercedes
11 Adrian Sutil Force India-Mercedes
12 Nico Rosberg Mercedes GP
13 Sebastien Buemi Toro Rosso-Ferrari
14 Jaime Alguersuari Toro Rosso-Ferrari
15 Heikki Kovalainen Lotus-Renault
16 Timo Glock Virgin-Cosworth


Rapidinhas australianas

A Formula 1 está de volta com todo o seu circo, luxo, glamour, novidades em relação aos pilotos, mudanças nos carros e todos os bastidores que só ocorrem nas corridas.

Nesta madrugada, a primeira prova do ano se realizou em Melbourne, na Austrália – que seria, aliás, o segundo GP do ano, se não fossem os distúrbios no Bahrein – e trouxe as novas parafernálias (ou nem tão novas assim) que, em tese, aumentariam a competitividade na pista. Será que elas deram resultado?

E afinal de contas, quem chegou ao primeiro lugar no pódio?

Veremos um pouco do que houve na terra dos cangurus em notinhas rápidas como uma Red Bull…

 

http://news.bbcimg.co.uk/media/images/51860000/jpg/_51860642_011630036-1.jpg

Sebastian Vettel nem teve tanto trabalho na sua primeira corrida do ano

#O “alemãozinho voador” Sebastian Vettel (RBR), atual campeão mundial, começou o ano com o pé direito. Vencedor da corrida em Albert Park, não sofreu muita ameaça do segundo colocado, o britânico Lewis Hamilton(McLaren), que ainda teve problemas com o trabalho ruim da equipe num dos pit-stops e o assoalho danificado que quase comprometeu sua corrida.

#O companheiro de Lewis, Jenson Button, não teve tanta sorte. Apesar da sexta colocação, seu desempenho poderia ter sido melhor. Durante uma disputa de posição com Felipe Massa (Ferrari), ele cortou caminho e ultrapassou o brasileiro de maneira irregular, sendo punido com um drive-through algumas voltas depois. Apesar disso, Button ganhou posições após a batida entre Rubens Barrichello (Williams) e o alemão Nico Rosberg (Mercedes), na qual o experiente piloto foi punido por ter sido considerado culpado pelo incidente.

#O terceiro lugar na corrida foi de Vitaly Petrov (Renault), de forma surpreendente. O russo ainda foi pressionado por Fernando Alonso (Ferrari) nos momentos finais do GP, mas quem subiu ao pódio foi o piloto da escuderia preta-e-amarela. O espanhol teve performance discreta.

http://news.bbcimg.co.uk/media/images/51860000/jpg/_51860641_011621259-1.jpg

O mexicano estreante teve desempenho surpreendente em seu début. Pena que a sétima colocação só durou três horas.

#Outra boa surpresa em Melbourne foi o desempenho da Sauber, especialmente do mexicano estreante Sergio Perez. Com apenas uma parada, ele alcançou a sétima colocação, a frente do companheiro japonês Kamui Kobayashi,logo atrás. Porém, três horas depois, os pilotos foram desclassificados da corrida, por uma irregularidade na asa traseira. A curvatura permitida na peça era menor que o limite adotado pela FIA. Mas, como disse bem a bbc.co.uk,

#Entre os brasileiros, Felipe Massa chegou à sétima colocação, beneficiado pela desclassificação da dupla da Sauber. Fez a melhor volta da prova, mas teve desempenho discreto. Já Barrichello até teve uma boa performance, foi voluntarioso e participativo, mas abandonou a prova.

A Formula 1 volta daqui a duas semanas em Sepang, na Malásia. 10 de Abril estaremos de volta com notas rápidas ou uma narrativa mais lenta desse início de temporada.

Mas, antes do grande dia, voltaremos com explicações bem legais sobre as novidades da temporada: a asa traseira móvel e o velho novo KERS.

#Com informações dos sites globoesporte.com, grandepremio.ig.com.br e bbc.co.uk (as fotos legais e a classificação)

1 Sebastian Vettel Red Bull-Renault
2 Lewis Hamilton McLaren-Mercedes
3 Vitaly Petrov Renault
4 Fernando Alonso Ferrari
5 Mark Webber Red Bull-Renault
6 Jenson Button McLaren-Mercedes
7 Felipe Massa Ferrari
8 Sebastien Buemi Toro Rosso-Ferrari
9 Adrian Sutil Force India-Mercedes
10 Paul Di Resta Force India-Mercedes
11 Jaime Alguersuari Toro Rosso-Ferrari
12 Nick Heidfeld Renault
13 Jarno Trulli Lotus-Renault
14 Jerome d’Ambrosio Virgin-Cosworth
Abandonos: Timo Glock Virgin-Cosworth
Rubens Barrichello Williams-Cosworth
Nico Rosberg Mercedes GP
Michael Schumacher Mercedes GP
Heikki Kovalainen Lotus-Renault
Pastor Maldonado Williams-Cosworth
Desclassificados Sergio Perez Sauber
Kamui Kobayashi Sauber

Adiando o circo

A nova revolução árabe que está abalando as estruturas de governos ditatoriais e outros países aparentemente estáveis no Oriente Médio atingiu a Formula 1 ontem. O promotor do GP do Bahrein, prova de abertura da temporada 2011, declarou que a corrida será cancelada, devido à instabilidade e à onda de protestos no país.

Sem bólidos envenenados nas areias do deserto?

O cancelamento não significa a não-realização da corrida neste ano. Jornais ingleses especulam que a FIA fará uma dobradinha Abu-Dhabi/Bahrein, em 20/11. Assim, o GP do Brasil, o último da temporada, seria transferido para 4 de Dezembro.

É claro que tudo isso se trata de especulação, já que nada foi confirmado a respeito de transferência de provas para outros dias no ano. O que se sabe é a respeito do  início da temporada, que será dia 27 de Março, com o GP da Austrália.

Ou seja, o circo da F1 começará um pouquinho mais tarde…

com informações do site globoesporte.com

Basfonds pré-temporada 2011

“Um Pit-Stop na Blogosfera” voltou após alguns meses de molho – que se iniciou no finzinho da temporada passada. Começaremos esse ano novo com um clipping de notícias sobre os testes dos novos bólidos em Jerez, bem como acontecimentos fora da Formula 1, mas intimamente ligados aos pilotos.

http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2011/02/com-massa-muito-perto-schumacher-termina-sexta-na-frente-em-jerez.html

O segundo dia de testes em Jerez de La Frontera, na Espanha, trouxe Michael Schumacher em primeiro , com o tempo de 1m20s352. Felipe Massa, o segundo colocado, ficou 61 segundos atrás do alemão.

Vale lembrar que ontem, o brasileiro da Ferrari conseguiu o melhor tempo no circuito: 1m20s709.

http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2011/02/otimista-kubica-ja-pensa-em-retorno-quero-voltar-mais-forte-que-nunca.html

O acontecimento mais importante da temporada que nem se iniciou ainda não ocorreu em Jerez, e sim no rali “Ronde di Andora”, no dia seis de fevereiro, onde Robert Kubica sofreu um grave acidente que quase lhe tirou a vida. O polonês, que correu risco de ter sua mão amputada, concedeu entrevista pela primeira vez após o ocorrido, e parece bem otimista em relação à sua recuperação.

http://grandepremio.ig.com.br/formula1/2011/02/11/equipes+serao+mais+rigorosas+apos+acidente+de+kubica+declara+piquet+10364817.html

Segundo Nelsinho Piquet, ex-piloto de F1 e atual Nascar Truck, as equipes ficarão mais rigorosas com as atividades de seus pilotos, como corridas alternativas, após o grave acidente sofrido por Robert Kubica, que pode ficar fora da temporada 2011.

Logo voltaremos com mais novidades sobre o Mundial de Formula 1.

Com informações do globoesporte.com e Grande Prêmio iG

Reta final da Temporada 2010 – Round One: Suzuka

O Mundial 2010 de Formula 1 já está chegando aos seus momentos finais. Começando por Suzuka, grande prêmio que aconteceu na madrugada deste domingo, 10 de Outubro, passando pela estreante Coreia do Sul dia 24; Interlagos em 7 de Novembro e o fechamento do circo em Abu Dhabi dia 14, toda corrida será uma final, todo ponto é crucial para chegar com folga à última prova – e qualquer deslize pode ser fatal.

Neste domingo sonolento, em que as emoções da corrida ocorreram apenas no início e no desempenho isolado de um insano japonesinho, a Red Bull foi soberana com a dobradinha Vettel-Webber, que consolidou o australiano na briga pelo título de pilotos e colocou o alemão na briga novamente. Em terceiro lugar, Fernando Alonso (Ferrari), que polariza a disputa com sua Ferrari ascendente.

As McLarens foram as grandes derrotadas em Suzuka. Jenson Button até arriscou uma tática diferenciada, iniciando a corrida com pneus duros, mas não ameaçou o poderio da equipe austríaca. Já Lewis Hamilton, que saiu em oitavo (punido por trocar o câmbio), até andou rápido, tentando chegar mais longe na prova, mas perdeu a terceira marcha e a quarta posição para o companheiro de equipe. Os dois pilotos estão bem longe do “trio de ferro” que agora disputa o título mundial.

O vencedor da prova, Sebastian Vettel

Já os brasileiros… bem, Felipe Massa ficou na primeira volta, num lance bizarro de largada: Vitaly Petrov forçou a passagem para cima do piloto da Ferrari, mas acabou batendo num lento Hulkenberg (ALE/Williams) e ambos saíram da corrida. Logo depois, Massa tentou ultrapassar Nico Rosberg, que defendeu sua posição, acabou jogando o carro do brasileiro para a grama e um descontrolado Felipe Massa atravessou a pista e bateu no Liuzzi (ITA/Force India). Os dois também deram adeus ao GP de Suzuka.

Rubens Barrichello ficou em nono; não se meteu em encrencas, mas foi devidamente ultrapassado por Schumacher e Kobayashi durante a corrida e foi mais um coadjuvante na prova.

Bruno Senna terminou em décimo-quinto; Lucas DiGrassi nem correu; na volta de apresentação, o carro ficou descontrolado e o brasileiro virou passageiro dentro de sua Virgin.

Mas, o desempenho isolado da prova foi do piloto da terra, Kamui Kobayashi. Sem pensar duas vezes em ultrapassar seus adversários, foi responsável pelos momentos mais legais da corrida. Passou Alguersuari duas vezes, despachou Sutil (foi tenso, mas ele levou essa), tomou a posição de Barrichello e não poupou sequer o companheiro de equipe, Nick Heidfeld! Com arrojo e ousadia, Kobayashi foi o nome da prova – sonolentíssima, aliás – com seu estilo desafiador e sem medo de chegar e passar. Sem meio-termo; Formula 1 em estado puro – como o espectador gosta.

E emoções mais fortes são esperadas na segunda parte da reta final da temporada 2010 da F1. Dessa vez, o cenário será a Coreia do Sul, na corrida-incógnita do ano. Quem leva essa?

 

 

1 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 53 voltas em 1h30m27s323
2 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – a 0s905
3 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 2s721
4 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 13s522
5 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 39s595
6 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – a 59s933
7 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 1m04m038
8 – Nick Heidfeld (ALE/Sauber-Ferrari) – a 1m09s648
9 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – a 1m10s846
10 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – a 1m12s806
11 – Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) – a 1 volta
12 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) – a 1 volta
13 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) – a 2 voltas
14 – Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) – a 2 voltas
15 – Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) – a 2 voltas
16 – Sakon Yamamoto (JAP/Hispania-Cosworth) – a 3 voltas
17 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 5 voltas/acidente

Abandonos:
Adrian Sutil (ALE/Force India)
Robert Kubica (POL/Renault)
Nico Hulkenberg (ALE/Williams)
Felipe Massa (BRA/Ferrari)
Vitaly Petrov (RUS/Renault)
Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India)
Lucas di Grassi (BRA/Virgin) – não largou